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Polinização: Um pilar estratégico do IBRAM no contexto da Bioeconomia e da COP-30

O Brasil se prepara para sediar a COP-30, em 2025, no Pará, e, como destacado no artigo “O Brasil e a Bioeconomia para além da COP-30”, publicado no jornal Estadão em 15/11/2024, essa é uma oportunidade histórica para o país apresentar propostas concretas e liderar uma transformação global rumo a uma economia mais inclusiva e sustentável. Nesse cenário, a polinização, serviço ambiental essencial, é um dos pilares estratégicos do Instituto Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura (IBRAM) para alinhar conservação ambiental, desenvolvimento econômico e inclusão social.

Polinização e Bioeconomia: Convergências Estratégicas

O artigo enfatiza a necessidade de inovação e integração entre conservação da biodiversidade, valorização dos recursos naturais e inclusão de comunidades tradicionais. A polinização é uma das ferramentas mais valiosas nesse contexto, pois não apenas impulsiona a produtividade agrícola e a regeneração de ecossistemas, mas também conecta diretamente a preservação ambiental ao desenvolvimento econômico.

Valorização Econômica e Sustentabilidade: A polinização, como serviço ambiental, promove ganhos diretos em produtividade e qualidade em culturas dependentes, ao mesmo tempo em que garante a manutenção dos ecossistemas.

Iniciativas Locais e Globais: Assim como o artigo propõe um Brasil líder em bioeconomia, o IBRAM trabalha para valorizar a polinização por meio de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), alinhando-se às políticas nacionais e globais, como a Lei Federal 14.119/2021 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Empoderamento de Comunidades: A polinização oferece uma ponte entre a conservação ambiental e a inclusão social, um dos temas centrais do artigo. Ao capacitar apicultores e meliponicultores, o IBRAM fortalece comunidades rurais, promovendo empreendedorismo sustentável.

O Papel do IBRAM na Estratégia Nacional

Inspirado pela análise do artigo, o IBRAM tem desenvolvido iniciativas que colocam a polinização no centro das estratégias de bioeconomia:

Certificação e Reconhecimento:

Em parceria com instituições como o Bureau Veritas, o IBRAM busca certificar projetos de polinização, assegurando sustentabilidade e acesso a mercados que valorizem práticas ambientais responsáveis.

Educação e Capacitação:

Treinamos apicultores e agricultores para otimizar práticas de manejo, fortalecendo o uso de espécies nativas e promovendo a regeneração de habitats naturais.

Valoração da Polinização:

O IBRAM trabalha para garantir que a polinização seja reconhecida como um serviço ambiental essencial, fomentando sua remuneração justa e promovendo sua inclusão em programas de PSA.

Articulação e Parcerias:

Atuamos em conjunto com governos, empresas e sociedade civil para implementar projetos de polinização alinhados às estratégias de bioeconomia e aos compromissos climáticos que o Brasil levará à COP-30.

Um Chamado à Ação

Como destacado no artigo publicado pelo Estadão, o Brasil possui uma responsabilidade e uma oportunidade única de liderar a transformação global rumo a uma economia que valorize a biodiversidade, promova inclusão social e combata as mudanças climáticas. O IBRAM reforça esse compromisso ao posicionar a polinização como um vetor estratégico de desenvolvimento sustentável e de impacto socioeconômico.

Por meio da polinização, o IBRAM convida apicultores, agricultores, empresários e autoridades a se unirem nesta causa, onde inovação, sustentabilidade e inclusão social caminham juntos para construir um futuro próspero e responsável.

Jeovam Lemos Cavalcante

Presidente do Instituto Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura (IBRAM)

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