Chegou a Hora: o Mel Sempre Foi Só a Parte Doce de Algo Muito Maior”

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Apicultor brasileiro e suas colmeias, parte do programa de pagamento por serviços ambientais

Chegou a hora

O pagamento por serviços ambientais está prestes a mudar a vida de quem cria abelhas no Brasil. Por quase seis décadas, a Confederação Brasileira de Apicultura e Meliponicultura organizou, representou e defendeu quem cria abelhas neste país. Foram 27 federações. Milhares de associações, espalhadas por todos os biomas brasileiros. Além disso, centenas de milhares de famílias aprenderam, geração após geração, a viver do que a natureza oferece de mais generoso e mais discreto. Trata-se de um inseto do tamanho de uma unha, capaz de sustentar sozinho boa parte da segurança alimentar de uma nação.

Durante todo esse tempo, medimos nosso valor pelo preço do mel.

Isso está prestes a mudar — e a CBA tem a oportunidade histórica de liderar essa mudança.

O mel nunca foi o produto mais valioso: o verdadeiro serviço ambiental da colmeia

Fizemos as contas. E as contas não deixam dúvida.

O Brasil exportou, em 2025, US$ 116,47 milhões em mel. Foi um recorde de faturamento para o setor. Portanto, esse resultado veio de décadas de trabalho, qualidade reconhecida mundialmente e conquista de mercados exigentes.

Mas o valor real do serviço de polinização prestado pelas abelhas à agricultura brasileira é muito maior. Por pesquisa científica de referência nacional, ele foi estimado em R$ 75 bilhões por ano. Ou seja, quase cem vezes a receita cambial de todo o mel que o país vende ao exterior.

Isso significa uma coisa simples e definitiva: o mel sempre foi a parte visível de um valor muito maior. Afinal, a cadeia apícola brasileira gerou esse valor de graça, ano após ano, sem nunca ser reconhecida por isso.

A base jurídica do PSA já existe — e a articulação está em curso

A Lei nº 14.119/2021 deu nome a esse valor: serviço ecossistêmico de suporte. Já o Decreto nº 13.018, de 11 de junho de 2026, abriu o caminho jurídico para que o pagamento por serviços ambientais seja, finalmente, uma realidade. Com isso, ele pode acontecer inclusive por iniciativa privada, sem depender de burocracia federal para começar.

O caminho está aberto. Falta quem caminhe primeiro.

E esse caminho já começou a ser trilhado. Sob a liderança de Sérgio Farias, presidente da CBA, a Confederação já assumiu a frente dessa articulação. Além disso, é Dr. Jeovam Lemos Cavalcante, presidente do IBRAM Brasil e advogado que assessora tanto o Instituto quanto a Confederação, quem estará em Brasília a partir do dia 15 de julho. Ele vai discutir, na prática, a forma de implementar esse Pagamento por Serviços Ambientais tão sonhado pela cadeia apícola nacional. Além disso, é também sob essa assessoria jurídica que Instituto e Confederação já firmaram parcerias conjuntas. Ou seja, essas parcerias já atuam no combate à adulteração do mel e em ações de controle de pulverizações por drones — um histórico que hoje sustenta a confiança necessária para conduzir um programa desta escala.

Portanto, não se trata mais de uma possibilidade distante. Trata-se, na verdade, de uma campanha em curso, com nomes, datas e endereço.

Como já mostramos em Serviço ambiental apícola: quem destrói a abelha paga, essa remuneração não é um favor da indústria ao apicultor — é uma dívida que hoje já tem base legal para ser cobrada.

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Por que a CBA é quem deve puxar essa pauta

Não existe, hoje, nenhuma outra instituição no Brasil com a legitimidade, a capilaridade e a representatividade para liderar essa transição.

A CBA fala, ao mesmo tempo, com o apicultor de 50 colmeias no semiárido cearense e com a associação de meliponicultores da Amazônia. Assim, ela reúne, sob uma única voz, uma base produtiva que nenhuma empresa ou órgão isolado conseguiria mobilizar com a mesma confiança.

O papel do GeoIBRAM nessa nova fonte de renda

E o IBRAM Brasil, parceiro juridico que já caminha lado a lado com a Confederação nessa articulação, já construiu a ferramenta que faltava para transformar esse reconhecimento em prática: o GeoIBRAM. Essa plataforma hoje já cadastra apiários e já georreferencia meliponários. Além disso, ela está pronta para dar o próximo passo: auditar colmeias, certificar provedores de serviço ambiental e sustentar, com dados reais, o maior programa de remuneração por polinização já estruturado no Brasil.

A tecnologia existe. A base associativa existe. A lei existe. O decreto existe.

E o cadastro já começou. Neste exato momento, o GeoIBRAM está registrando apicultores e meliponicultores de todo o Brasil para participar do Pagamento por Serviços Ambientais. Esse é o primeiro passo concreto, mensurável e verificável rumo à remuneração que este manifesto defende. Assim, cada colmeia cadastrada hoje é um passo a menos entre a promessa da lei e o dinheiro no bolso de quem sempre sustentou, sozinho, esse serviço ambiental.

Se você é apicultor ou meliponicultor, o momento de se cadastrar é agora. Ou seja, não depois que o programa de pagamento por serviços ambientais estiver pronto, mas enquanto ele está sendo construído.

O que falta é a decisão de liderar.

Pagamento por serviços ambientais: um novo horizonte de renda, em que o mel é só um entre muitos

Durante décadas, a pergunta que se fez ao apicultor brasileiro foi sempre a mesma: quanto você vendeu de mel este ano?

É hora de mudar a pergunta.

Um programa nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, sustentado pela rede da CBA e operacionalizado pelo GeoIBRAM, cria uma segunda fonte de renda para cada provedor cadastrado — e potencialmente maior que a primeira. Trata-se de uma renda que não depende de safra boa ou ruim. Além disso, ela não é refém de atravessador, nem desaba porque um país decidiu, unilateralmente, impor tarifa sobre as exportações brasileiras.

O mel continua sendo motivo de orgulho, tradição e renda. Mas deixa de ser o único produto da colmeia.

O serviço ambiental é invisível e silencioso, mas absolutamente indispensável. Ele sustenta a produtividade da lavoura, a biodiversidade da Caatinga, do Cerrado, dos Pampas e da Amazônia, e a segurança alimentar de um país inteiro. Por isso, ele passa finalmente a ter preço, contrato e reconhecimento formal.

É a remuneração que o setor sonhou por décadas. E ela não veio para substituir o mel.

Veio, portanto, para revelar que o mel sempre foi apenas a parte mais doce de um valor muito maior.

Um convite para o apicultor entrar nesse novo modelo

À CBA, cabe agora reunir suas 27 federações e seus milhares de associações em torno de uma causa comum: transformar cada colmeia registrada em um contrato de valor com o país que ela alimenta.

Ao IBRAM Brasil, cabe colocar o GeoIBRAM no centro dessa transformação — não apenas como ferramenta de cadastro, mas, sobretudo, como a infraestrutura de confiança que sustenta, tecnicamente, todo o programa.

A cada apicultor e meliponicultor deste país, cabe compreender uma coisa. Aquilo que ele sempre fez — cuidar de suas abelhas, com paciência, técnica e amor pelo ofício — está prestes a ser reconhecido pelo que sempre foi: um serviço ambiental de valor inestimável, hoje finalmente mensurável, contratável e pagável.

O espelho que faltava: como outros países já remuneram esse serviço ambiental

Do outro lado do mundo, na Califórnia, um apicultor recebe entre US$ 180 e US$ 210 por colmeia só para participar de três semanas de floração das amêndoas. Não vende mel nenhum nesse contrato. Em vez disso, vende o que sempre teve de mais valioso: o trabalho silencioso de suas abelhas.

O apicultor brasileiro faz, todos os dias do ano, o mesmo trabalho. Porém, muitas vezes em condições bem mais duras, sob o sol do semiárido, sem o amparo de um contrato ou o reconhecimento de um preço justo.

Não há razão técnica, ambiental ou econômica para que essa diferença continue existindo. Afinal, a polinização que uma colmeia brasileira presta à soja, ao café, à laranja e à maçã tem o mesmo valor biológico da polinização que uma colmeia americana presta à amêndoa. Falta apenas, portanto, o que a Califórnia já tem há décadas: um mercado formal, organizado e remunerado para esse serviço.

É isso que este programa propõe construir. Não como cópia, mas como direito.

Que o apicultor brasileiro seja, finalmente, tratado como igual ao apicultor que poliniza na Califórnia.

O momento é este.

A liderança é da CBA.

O instrumento é o GeoIBRAM.

E a hora é agora.


IBRAM Brasil — Instituto Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura CNPJ: 54.774.141/0001-90 Endereço da Representação: SBS Quadra 02, Bloco S, Edifício Empire Center, Brasília/DF E-mail institucional: contato@geoibram.com Telefone de contato: (61) 99850-2424

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