O Brasil é hoje um dos maiores produtores de mel do mundo, beirando as 60 mil toneladas anuais. Além desse dado animador, ainda conta com o trunfo de ter a maior diversidade de abelhas do planeta: estima-se em cerca de 3 mil espécies nativas conhecidas, incluindo as 255 abelhas do tipo sem ferrão. E apesar de tudo e tanto, o mel permanece subutilizado na gastronomia brasileira, com consumo ínfimo no país.
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“Enquanto nós aqui consumimos 50kg de açúcar por ano, o de mel é de 00,6 per capta, frente a 0,91 kg nos Estados Unidos e 1,20 kg na Suíça”, lamenta Eugênio Basile, dono do Mbee, picuário na Serra da Mantiqueira e um dos mentores do movimento de valorização do mel brasileiro.
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Eugênio Basile lembra que o mel não é só doce. É acidez, complexidade, terroir, biodiversidade, história, ingrediente vivo: “é uma das maiores riquezas gastronômicas do Brasil. Além disso, é a atividade agrícola mais sustentável que existe e depende da floresta em pé e da presença das flores. Por tudo isso, não pode ser subutilizado por nós. Por isso veio a ideia da campanha de transformar 2026 no ano do mel na gastronomia. Envolvemos grandes chefs brasileiros também, como o Ivan Ralston, do Tuju, a Bel Coelho, Rodrigo Oliveira, Rodrigo Bellora e outros tantos” conta o empresário
Mandaçaia, Manduri, Jataí, Uruçum, Borá, Tiúba, Mandaguari e por aí Brasil afora. Durante a Gastronomika, encontro importante de gastronomia em San Sebastián, ano passado, na Espanha, Cristiana Beltrão, do Instituto Bazzar, comandou uma degustação de exemplares brasileiros no estande do Rio para o público. Foi um sucesso. ” O Brasil vem acordando para esse imenso potencial, tanto na boca quanto na preservação e no reflexo da nossa biodiversidade”, diz Cris, Tomara. A paleta de cores e sabores é única e estimulante. E ficamos combinados assim: esse é o ano do mel na mesa brasileira
Fonte:
Luciana Fróes
https://oglobo.globo.com/blogs/luciana-froes/post/2026/02/com-a-maior-diversidade-de-abelhas-do-planeta-produtores-querem-fazer-de-2026-o-ano-do-mel-brasileiro.ghtml
