Meliponicultura e Drones Agrícolas: Pulverização Cresce 11x

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Meliponicultura e drones agrícolas caminham lado a lado no campo brasileiro. Afinal, a pulverização de precisão se expande em ritmo acelerado. Dados apresentados durante a DroneShow 2025 mostram que o Brasil saltou de 3 mil drones agrícolas em 2021 para 35 mil em 2025. Ou seja, um crescimento de mais de 11 vezes em apenas quatro anos.

O IBRAM reconhece a relevância dessa cobertura, feita pelo CompreRural. Além disso, o Instituto avalia positivamente a divulgação de informações técnicas que modernizam as práticas agrícolas no país.

Meliponicultura e drones agrícolas: o desafio da convivência

Para o IBRAM, esse crescimento só é sustentável se seguir as normas de proteção aos polinizadores. Essas normas garantem segurança nas operações. Também garantem equilíbrio ecológico. E, principalmente, garantem a continuidade da própria atividade agrícola — já que boa parte das culturas depende da polinização para produzir.

Portanto, a relação entre meliponicultura e drones agrícolas não é um detalhe operacional. Pelo contrário: trata-se de uma questão estrutural para a sustentabilidade do agronegócio.

Entre a legislação vigente, destacam-se:

  • IN MAPA nº 02/2008 – exige distância mínima de 250 metros entre a aplicação de agrotóxicos e apiários ou povoados;
  • IN MAPA nº 01/2012 – define parâmetros de deriva, vento, umidade e segurança na aplicação;
  • Portaria MAPA nº 298/2021 (art. 25) – ratifica as normas anteriores para aeronaves remotamente pilotadas;
  • Resolução ANAC nº 710/2023 – regulamenta os requisitos operacionais para drones aplicadores.

Vale destacar que o MAPA já sinalizou uma atualização desse arcabouço. Em 2025, a Divisão de Aviação Agrícola do Ministério anunciou um novo decreto e novas portarias. O objetivo é modernizar as regras aplicáveis aos drones agrícolas. Por isso, o IBRAM acompanhará de perto essa mudança normativa, para garantir que a proteção aos polinizadores seja mantida — ou até fortalecida.

Assim, essas regulamentações não travam o avanço tecnológico. Ao contrário: elas garantem que a pulverização com drones cresça de forma segura para a apicultura e a meliponicultura.

Tecnologia de drones aliada à responsabilidade operacional

O CompreRural mostra benefícios reais da tecnologia. Por exemplo, a redução do amassamento da lavoura. Também há ganho de precisão na aplicação. E há acesso facilitado a áreas de topografia complexa.

No entanto, o IBRAM reforça um ponto importante: os drones trabalham com baixas taxas de aplicação. Por isso, o risco de deriva aumenta. E essa deriva pode atingir colmeias e meliponários, mesmo a certa distância do ponto de aplicação.

Por isso, toda operação de pulverização por drone deve incluir:

  • comunicação prévia com apicultores e meliponicultores da região;
  • monitoramento rigoroso das condições climáticas e do risco de deriva;
  • padronização da altura de voo, da faixa de aplicação e do tamanho das gotas;
  • cumprimento integral das distâncias mínimas exigidas por lei.

Dessa forma, essas medidas protegem colmeias, meliponários e polinizadores nativos. Afinal, esses elementos são indispensáveis não só para a biodiversidade, mas também para a produtividade do próprio agronegócio.

Diálogo entre meliponicultura, drones agrícolas e o setor produtivo

O IBRAM reafirma seu compromisso com o diálogo junto ao agronegócio. Além disso, reconhece o papel da imprensa especializada — como o CompreRural — na disseminação de informação técnica qualificada.

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Em resumo, inovação tecnológica e proteção ambiental não são objetivos conflitantes. Pelo contrário: com o cumprimento das normas vigentes e uma comunicação efetiva entre operadores de drones, produtores rurais, apicultores e meliponicultores, meliponicultura e drones agrícolas podem avançar juntos — para o bem de toda a cadeia produtiva.

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