Colmeia Vale Ouro: Como 20 Colmeias Chegam a R$ 7.500/Ano Sem Vender um Grama de Mel

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Por: Jeovam Lemos Cavalcante — Apicultor, Presidente do IBRAM (Instituto Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura), idealizador da plataforma GeoIBRAM que vai inserir os ativos ambientais no mercado, Membro da Câmara Setorial do Mel do Ministério da Agricultura (MAPA), Advogado da CBA (Confederação Brasileira de Apicultura), ex-Promotor de Justiça e com mais de 50 anos de atuação na advocacia

Colmeia como ativo ambiental: a revolução do PSA na apicultura brasileira

Uma empresa pode pagar um apicultor para manter abelhas ativas no campo? De fato, a proposta de tratar a colmeia como ativo ambiental é inovadora. No entanto, o mercado corporativo ainda enxerga o enxame apenas como produtor de mel.

Com efeito, grandes indústrias compram Cotas de Reserva Ambiental para proteger florestas. Dessa forma, elas também podem remunerar a apicultura como infraestrutura viva. Por isso, investir nas abelhas garante a polinização e fortalece a produção rural.

Colmeia como ativo ambiental e pagamento por serviços ambientais na apicultura

O serviço ecossistêmico bilionário que ninguém está precificando

O Brasil possui um serviço ecossistêmico muito valioso. Nesse sentido, a polinização feita por abelhas movimenta R$ 43 bilhões por ano. Consequentemente, esse trabalho natural sustenta cerca de 76% das plantas alimentícias.

Afinal, o apicultor responsável por esse serviço segue invisível nas finanças. Deste modo, a maioria das famílias rurais maneja entre 50 e 100 colmeias. Para tanto, com o quilo do mel a R$ 12,00, a conta não fecha.

Dessa maneira, o produtor precisa de no mínimo 400 colmeias para sobreviver. Igualmente, sem renda justa, o pequeno apicultor abandona o campo. Portanto, o Brasil perde a mão de obra familiar e a biodiversidade.

A ameaça das pulverizações e a regulamentação do PSA

Logo, a chegada dos drones agrícolas aumentou o risco para os enxames. Adicionalmente, a norma exige aviso prévio de 48 horas e raio protegido. Com o intuito de evitar prejuízos, faça a consulta ao IBRAMRadar e proteja sua área.

Sobretudo, o Decreto nº 13.018/2026 regulamentou a Lei nº 14.119/2021 sobre PSA. Certamente, a nova lei consolida o princípio do protetor-recebedor no campo. Por essa razão, o amparo jurídico para validar a colmeia como ativo ambiental está pronto.

Inclusive, a precificação do PSA soma a mata nativa com a polinização. Assim sendo, um apiário de 20 colmeias pode gerar R$ 7.500,00 anuais. Por outro lado, esse dinheiro garante a permanência do produtor na atividade.

Geolocalização de apiários e validação da colmeia como ativo ambiental no GeoIBRAM

Aderência às normas de sustentabilidade e a atuação do IBRAM

Apesar disso, a Resolução CVM 244 tornou os relatórios ambientais voluntários. Para ajudar o mercado, os investidores exigem dados transparentes e auditáveis. Desta maneira, aplicar recursos em colmeias gera relatórios ESG reais para empresas.

Como resultado, o IBRAM criou o GeoIBRAM para operacionalizar o PSA apícola. Com efeito, o GeoIBRAM é a plataforma credenciada pela Confederação Brasileira de Apicultura (CBA). Do mesmo modo, o instituto conta com colaboradores técnicos credenciados em todo o país.

Por exemplo, temos Patrick Lüderitz no RS e Rodrigo Diógenes Pinheiro no Ceará e África. Por fim, transformar a apicultura em investimento de impacto valoriza o agronegócio. Desse modo, valide a colmeia como ativo ambiental e proteja o seu solo. Quem não registra, não prova.

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IBRAM Brasil — Instituto Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura
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