Drone pulveriza soja e 200 colmeias morrem: o alerta que vem do campo

admin
Drone pulveriza lavoura de soja próximo a apiário, ilustrando deriva de agrotóxico e morte de 200 colmeias de abelhas.

Uma pulverização por drone em uma lavoura de soja. O vento em direção ao apiário vizinho. Dias depois, cerca de 200 colmeias mortas.

O caso relatado por O Antagonista coloca diante do produtor rural, do operador de drone e do apicultor um problema que poderia começar a ser resolvido antes da decolagem.

Quando o dano acontece, começam a perícia, a discussão sobre deriva, a identificação do produto e a apuração de responsabilidades. Além disso, pode surgir uma cobrança de indenização.

Por isso, o IBRAM Brasil — Instituto Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura propõe inverter essa lógica: primeiro prevenir, depois comunicar e, sobretudo, documentar.

O drone não é o problema

O IBRAM Brasil não é contrário ao uso de drones na agricultura.

O drone é tecnologia. O problema surge quando essa tecnologia opera sem informação suficiente sobre aquilo que existe ao redor da área de aplicação.

Apiários, moradias, escolas, mananciais e outras áreas sensíveis não desaparecem porque a pulverização passou a ser realizada por uma aeronave remotamente pilotada.

Ao contrário, a precisão tecnológica precisa vir acompanhada de conformidade, informação e prevenção.

O que aconteceu com as 200 colmeias?

Segundo reportagem de O Antagonista, um produtor teria contratado um drone para pulverizar uma lavoura de soja.

O vento soprava em direção ao apiário vizinho. O defensivo teria alcançado as colmeias e, posteriormente, aproximadamente 200 delas morreram.

O episódio chama atenção para a deriva de agrotóxico, situação em que o produto sai da área-alvo e alcança outro local.

Para o apicultor, o prejuízo pode ultrapassar o valor das caixas e das abelhas mortas.

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Além da produção de mel perdida, pode haver necessidade de recomposição do apiário e interrupção da atividade produtiva.

Há, ainda, outro prejuízo que não pode ser ignorado: a perda da capacidade de polinização.

Depois da mortandade, quem causou o dano?

É nesse momento que um problema técnico pode transformar-se em problema jurídico.

Primeiro, será necessário descobrir qual produto foi aplicado, onde, quando e por quem. Além disso, podem ser relevantes as condições meteorológicas, a localização das colmeias e as características da operação.

Também será preciso verificar as restrições previstas na bula do produto utilizado.

Quanto menos informação houver registrada, mais difícil poderá ser reconstruir posteriormente o que aconteceu.

Por isso, prevenção e documentação interessam aos dois lados.

Assim, o registro protege o apicultor e também oferece segurança ao produtor e ao operador que trabalham corretamente.

A Portaria 298/2021 precisa ser conhecida antes do voo

A Portaria MAPA nº 298/2021 disciplina as operações aeroagrícolas com aeronaves remotamente pilotadas.

A norma estabelece obrigações relacionadas ao operador, à segurança operacional, às áreas sensíveis e ao registro das operações.

Além disso, o produto utilizado pode possuir restrições específicas que também precisam ser observadas.

Portanto, contratar um drone não significa simplesmente escolher um produto e mandar a aeronave para a lavoura.

Existe uma cadeia de obrigações e responsabilidades que precisa ser conhecida antes da aplicação.

O IBRAM Brasil já tratou de um dos pontos fundamentais dessa questão no artigo “Drone sem registro no MAPA: orientado errado, multado sozinho”:

E se o apicultor soubesse antes?

Essa talvez seja a principal pergunta deixada pelo episódio.

Imagine que, antes da pulverização, produtor e operador soubessem que existiam centenas de colmeias naquela região.

Agora imagine que o apicultor recebesse antecipadamente informação sobre uma aplicação programada nas proximidades.

Nesse caso, o cenário seria diferente.

A comunicação permitiria avaliar medidas preventivas e, principalmente, estabelecer diálogo entre pessoas que não precisam ser adversárias.

É justamente nessa lacuna que atua o GeoIBRAM.

GeoIBRAM: pulverização e apiário no mesmo mapa

O GeoIBRAM utiliza georreferenciamento para aproximar informações que frequentemente permanecem separadas.

De um lado está a área onde ocorrerá a pulverização. Do outro, estão os pontos sensíveis cadastrados no território.

Quando essas informações são relacionadas geograficamente, torna-se possível estruturar alertas, registrar comunicações e formar um histórico documental.

A lógica, portanto, é simples: informação antes da pulverização, conformidade durante a operação e registro depois dela.

Dessa forma, torna-se possível prevenir em vez de tentar descobrir tudo somente depois que as abelhas aparecem mortas.

O GeoIBRAM também protege produtor e operador

Esse ponto precisa ficar claro.

Um sistema de prevenção interessa ao produtor rural, ao operador de drone e ao apicultor. Além disso, interessa à própria agricultura.

Se houver uma denúncia posterior, os registros da operação e das comunicações realizadas podem contribuir para esclarecer os fatos.

Portanto, tecnologia de prevenção não deve ser compreendida como tecnologia contra o produtor.

Pelo contrário: produzir prova de conformidade também é proteção jurídica.

A agricultura precisa das abelhas

Quando 200 colmeias morrem, não desaparece apenas uma produção de mel.

Desaparecem milhares de agentes de polinização.

As abelhas visitam culturas agrícolas e vegetação nativa, transportam pólen e participam da reprodução das plantas.

Consequentemente, esse serviço ecossistêmico possui valor econômico e ambiental.

Por isso, a discussão sobre pulverização e abelhas não pode ser reduzida a um conflito entre vizinhos. Ela envolve também a sustentabilidade da própria produção rural.

O aviso custa menos que 200 colmeias

Depois do dano, todos perdem tempo e dinheiro.

O apicultor tenta provar o prejuízo, enquanto o operador precisa demonstrar como realizou a aplicação. O produtor, por sua vez, pode enfrentar uma cobrança de indenização.

Além disso, autoridades podem ser acionadas e perícias podem ser necessárias. Nesse momento, porém, as abelhas já estarão mortas.

Por isso, o caminho defendido pelo IBRAM Brasil é outro:

georreferenciar, comunicar, prevenir e documentar.

Produtor rural, operador de drone e apicultor podem coexistir. Afinal, a tecnologia que colocou o drone sobre a lavoura também pode colocar o apiário no mapa.

Antes de pulverizar, saiba quem está ao redor. Comunique antes do dano e documente antes do conflito.

Conheça o GeoIBRAM: GEOIBRAM.COM.


IBRAM Brasil — Instituto Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura

CNPJ: 54.774.141/0001-90

Endereço da Representação: SBS Quadra 02, Bloco S, Edifício Empire Center, Brasília/DF

E-mail institucional: contato@geoibram.com

Telefone de contato: (61) 99850-2424


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