“atalho” no Diário Oficial que ameaça as abelhas do Brasil

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Do caju do Nordeste à soja do Centro-Oeste: o veneno que entra sem que ninguém avalie o risco para as suas abelhas

Você sabia que o governo federal pode aprovar um agrotóxico sem fazer nenhum teste novo? É o que aconteceu 79 vezes em apenas 45 dias. Existe uma regra que permite isso. Em vez de estudar se o produto novo é perigoso para as abelhas, para o solo e para a água, a empresa simplesmente diz que o produto dela é igual a um produto antigo que já estava registrado. O governo compara os papéis, e se a fórmula química bater, o registro é dado. Sem nenhum teste novo. Sem ninguém verificar se aquele veneno mata a abelha que poliniza o seu cajueiro, o seu cafezal ou a sua lavoura. Isso é o que o Diário Oficial registrou no Ato número 9, de fevereiro de 2026, e no Ato número 16, de março de 2026. Setenta e nove agrotóxicos aprovados, a maioria fabricada na China e na Índia. Nenhum avaliado para abelhas. O problema é ainda maior porque o Brasil levou dez anos criando regras para proteger as abelhas. Em 2022, o governo finalmente incluiu três espécies nativas no sistema de avaliação: a Uruçu, a Jataí e a Mandaguari. Essa regra existe. Mas esse atalho de aprovação a ignora completamente. E tem mais: um dos produtos aprovados é classificado como Altamente Perigoso ao Meio Ambiente. E entrou da mesma forma. Enquanto isso, no tribunal, o próprio governo afirma que analisar um produto novo direito demora mais de 120 dias porque é muito complexo. Mas para aprovar 79 de uma vez, não precisou de nada. Isso é o que o IBRAM denuncia. Leia o artigo completo no GeoIBRAM e cadastre seu apiário ou propriedade gratuitamente. GeoIBRAM. Levar a luz para quem está no escuro. Leia no proximo dia 7 o inteiro teor do Post.

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