Importância das abelhas: a lição prática dos gregos

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Importância das abelhas e a lição prática dos gregos aplicada ao campo.

A importância das abelhas vai muito além do mel. Ao visitar as flores, elas transportam o pólen, ajudam na formação de frutos e sementes e contribuem para a produtividade agrícola.

A abelha não discute sua função. Ela a cumpre.

Todos os dias, sai da colmeia, percorre o campo e realiza um serviço que beneficia o apicultor, o produtor rural e toda a sociedade.

O homem, porém, conhece a importância das abelhas. Por isso, sua responsabilidade é maior.

A abelha cumpre sua função por natureza. O homem deve cumprir a sua por consciência.

O que a abelha faz pelo campo?

Enquanto procura alimento para sua colônia, a abelha realiza a polinização.

Esse trabalho favorece a reprodução das plantas, a produção agrícola e a regeneração da vegetação nativa. O benefício, portanto, não pertence somente ao apicultor.

O agricultor também recebe os resultados da polinização, mesmo quando não possui colmeias. A sociedade encontra alimentos cuja produção contou com a participação silenciosa dos polinizadores.

O mel pode ser pesado, embalado e vendido. A polinização, contudo, permanece quase invisível. Vemos o fruto, mas nem sempre reconhecemos o trabalho da abelha que ajudou a formá-lo.

Qual é a lição prática dos gregos?

Para os antigos gregos, a filosofia não deveria permanecer apenas nos discursos. Ela precisava ajudar o homem a compreender a natureza e orientar sua maneira de viver.

Posidônio foi um dos pensadores dessa filosofia prática. Ele estudou a natureza, a política, a história e o comportamento humano. Embora fosse estoico, dialogou com outras escolas para reunir conhecimentos capazes de enfrentar problemas concretos.

Sua lição pode ser traduzida de maneira simples:

O conhecimento precisa transformar a conduta.

Todo homem do campo compreende isso.

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Não basta conhecer a época do plantio se a semente não for colocada na terra. Não adianta saber que o rebanho precisa de água se o reservatório estiver vazio.

Da mesma forma, não basta reconhecer a importância das abelhas se nada for feito para protegê-las.

Quem deve cumprir sua função?

A abelha já cumpre a dela.

O produtor rural também possui sua função. Ele produz alimentos, gera renda e sustenta famílias. Entretanto, quando vai pulverizar, precisa considerar as pessoas, os animais, as colmeias, as fontes de água e as áreas sensíveis existentes no entorno.

O operador deve observar o receituário agronômico, as condições meteorológicas e os registros exigidos. Também deve comunicar previamente aqueles que podem ser atingidos.

O apicultor precisa cumprir sua parte. Não é coerente exigir aviso e manter o apiário sem cadastro e sem localização conhecida.

O poder público, por sua vez, deve orientar e fiscalizar.

A defesa das abelhas não admite corporativismo.

Quem pulveriza deve registrar e comunicar. Quem mantém as colmeias deve cadastrá-las e torná-las localizáveis.

Qual é a função da escola rural?

A escola rural também participa dessa cadeia de responsabilidade.

Produtores, operadores, trabalhadores e apicultores vivem no campo. Seus filhos frequentam as escolas da própria comunidade e convivem com lavouras, colmeias, fontes de água e operações de pulverização.

Por isso, a educação ambiental precisa tratar da realidade existente ao redor da escola.

A escola não fiscaliza propriedades nem transfere às crianças a responsabilidade dos adultos. Sua função é ensinar por que as abelhas são importantes, quais são os riscos da pulverização e como o aviso prévio protege toda a comunidade.

O estudante aprende e leva o conhecimento para casa. A partir daí, pode nascer uma pergunta simples:

Existem abelhas ou uma escola perto da área que será pulverizada? Todos foram avisados?

Essa pergunta não coloca a criança contra o produtor. Ao contrário, ajuda a construir uma agricultura mais consciente.

Além disso, a própria escola rural tem direito ao aviso prévio de pulverização. Com a informação antecipada, a direção pode organizar atividades externas, orientar as famílias e reduzir exposições desnecessárias.

A escola recebe o conhecimento e o devolve à comunidade como proteção.

A tecnologia é inimiga das abelhas?

Não.

O IBRAM não é contrário ao agro, aos drones ou à modernização do campo. A tecnologia pode aumentar a precisão, reduzir desperdícios e diminuir o contato direto do trabalhador com a calda.

O problema está na utilização sem controle, registro e comunicação.

Quanto maior o poder da tecnologia, maior deve ser a responsabilidade de quem a utiliza.

O produtor que comunica uma pulverização não está confessando culpa. Está demonstrando cuidado e boa-fé.

Da mesma forma, o apicultor que cadastra suas colmeias não está criando conflito. Está fornecendo a informação necessária para que a prevenção funcione.

Como o GeoIBRAM transforma conhecimento em ação?

O GeoIBRAM aproxima quem produz de quem mantém as abelhas e de quem vive no entorno das lavouras.

Na plataforma, o apiário deixa de existir apenas na memória do apicultor e passa a ter localização registrada. A pulverização deixa de ser conhecida somente pelo produtor e pelo operador e pode ser comunicada antecipadamente.

As escolas rurais também podem receber os alertas e participar da difusão do conhecimento ambiental.

O GeoIBRAM não substitui o receituário agronômico nem a fiscalização estatal. Sua função é transformar informações dispersas em prevenção verificável.

A sequência é simples:

Conhecer, localizar, comunicar, registrar e prevenir.

Essa é a lição prática dos gregos aplicada ao campo.

Qual é a verdadeira importância das abelhas?

A importância das abelhas está no mel, na polinização, na biodiversidade e no equilíbrio da produção rural.

Entretanto, reconhecer essa importância somente nos discursos não é suficiente.

Conhecimento que não modifica a conduta pode produzir informação, mas ainda não produziu sabedoria.

A abelha já cumpre sua função.

Agora, cabe ao homem cumprir a sua.

Apicultores e meliponicultores: quem não registra, não prova — e quem não prova, não recebe. Cadastre gratuitamente seu apiário ou meliponário no GeoIBRAM.

Produtores rurais e operadores de drones: comunicar antecipadamente é prova de cuidado e diligência. Cadastre-se no GeoIBRAM. A mensalidade é de R$ 30,00.

Escolas rurais e secretarias de educação: solicitem gratuitamente a ativação da escola para receber alertas. Enviem o nome da unidade, município, estado e código INEP para contato@geoibram.com.

IBRAM Brasil — Instituto Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura
CNPJ: 54.774.141/0001-90
Endereço da Representação: SBS Quadra 02, Bloco S, Edifício Empire Center, Brasília/DF
E-mail institucional: contato@geoibram.com
Telefone de contato: (61) 99850-2424

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